TERRA SEM MALES

- Lori Friedrich Scheffer

Relato

Neste final de semana estive numa terra maravilhosa, Santo Ângelo, onde vivi emoções tão intensas que, ao relembrar, choro de encantamento e tenho vontade de viver tudo outra vez. O povo é hospitaleiro e carinhoso, e nos recebeu como se fôssemos os únicos turistas a chegar, em anos. Foi isto que fez a diferença, o amor das pessoas envolvidas no evento Terra Sem Males - e que seria também o lançamento oficial do Caminho das Missões. Tenho a certeza de que, quem esteve presente nunca mais esquecerá momento algum.

Minha primeira emoção foram os fogos, saudando os peregrinos da primeira caminhada oficial. Chora-se sem querer, pois ao vê-los passar, a intensa vontade de tocar alguém tão especial assim, nos deixa emocionados e, ao mesmo tempo, eufóricos.

Outra vez chorei... Foi quando os índios passaram carregando a cruz missioneira sobre os ombros. Mais emoção (haja coração): o coral, a representação pungente, a prece sentida do índio e o canto dos indiozinhos. Tudo nos remetia há um tempo já passado, mas tão presente ainda no sentir do missioneiro.

E ainda mais emoção no final apoteótico, no abraço caloroso dos peregrinos Ripoll, Cláudio e tantos outros e na confraternização posterior, que nos levou, mais uma vez, a sentir tão forte todas as emoções que cada um teve no seu peregrinar por terras vermelhas; e pelas vivências que tiveram e nos contaram maravilhados, em profundo êxtase.

Creio que eu, Gisele e Ana Deise nunca mais esqueceremos o que sentimos naquele dia. Nunca mais! A Gisele foi contemplada com a vieira que Ripoll levou por todo o Caminho de Santiago e pelo Caminho das Missões e com a qual fará, em setembro, a sua peregrinação por terras espanholas. Ana Deise: obrigada por ter nos levado a todos os cantos e ser incansável em seu amor. Gladis, Cláudio e Ronaldo: a maneira como nos receberam só fortaleceu em nós o já conhecido espírito peregrino. Obrigada. Obrigada por todo o carinho com que receberam as santa-marienses, pois mesmo exaustos do caminhar, não nos deixaram sem o abraço caloroso e a companhia fraterna.

Ripoll: a você valoroso e doce peregrino, o que posso dizer? Digo que aprendi muito com tudo que nos falou e, de coração pequenino, agradeço e espero, em breve, estarmos reunidos outra vez. Esperamos você em nossa terrinha.

Finalmente, eu presto meu agradecimento ao povo missioneiro, pela beleza e grandiosidade de tudo que vivi na terra linda de vocês.

Lori

R E L A T O S