O CAMINHO DO NORTE

- Rita Pereira Lima

01/julho/2003 – Salas-Tineo (18km)

Saí de Salas às 9:30hs e logo no início tinha uma subida muito forte. O trecho era curto, porém muito puxado. Cheguei em Tineo cansadíssima.
Os espanhóis tinham que dito que não ficariam no albergue porque parece que não era muito bom.

Na entrada de Tineo pedi informação e me disseram que havia um hotel logo abaixo, para onde me dirigi e fiquei:
Hotel Don Miguel – 19euros (single)
Avda. Oviedo, 6 – Tineo

Não encontrei os espanhóis. Depois soube que eles tinham ficado em um hostal na região mais central da cidade.

Senti muito cansaço. Jantei não vendo a hora de acabar para deitar e dormir.

02/julho/2003 – Tineo-Pola de Allande (32,10km)

Saí de Tineo às 9hs e encontrei subida logo no início. Porém o cansaço tinha passado e pude contemplar bastante a paisagem lindíssima.

Tive que cruzar a estrada para depois entrar em uma descida com um bosque fechado, quando aconteceu o primeiro contratempo desagradável que quase me fez desistir do Caminho. Ao descer cerca de 50metros um “assustador de mulheres” estava subindo e resolveu me provocar medo. Tive que me defender com o cajado e insultá-lo com aqueles palavrões em português que os espanhóis entendem muito bem. Depois disso não sabia se continuava pelo bosque ou se voltava para a estrada. Resolvi continuar descendo, pois achei mais arriscado voltar e me deparar com o indivíduo escondido em algum lugar da subida. Atravessar esse bosque me pareceu uma eternidade. Felizmente tudo correu bem e a partir daí resolvi evitar trilhas e segui a maior parte do caminho até Pola pela estrada. Logo depois do bosque encontrei dois finlandeses (pai e filha). Conversei um pouco com eles e depois continuei. Eles disseram que eu era a primeira peregrina que encontravam. Fiquei mais tranqüila ao saber que os dois estavam caminhando atrás de mim.

Cheguei em Pola de Allande às 17:30hs e me hospedei em um hotel:

Hotel Nueva Allandesa – Preço especial peregrino: 27euros incluindo hospedagem, jantar e café da manhã. C/ Donato Fernandez, 3 – Pola de Allande
Procurei os finlandeses e os espanhóis, porém não os encontrei. Os espanhóis tinham ficado em um albergue situado a 2km de Pola.

03/julho/2003 – Pola de Allande-La Mesa (20,5km)

Iniciei o Caminho às 8hs, na expectativa do que pudesse acontecer. Se as dificuldades chegassem ao meu limite, consideraria a possibilidade de parar a caminhada e ir a Santiago de ônibus. O percurso começava com uma forte subida até Puerto de El Palo (1.146m). A minha idéia era fazer o percurso do guia : Pola de Allande-Grandas de Salime (38,50km). O trecho começava por estrada e um pouco acima havia uma entrada para o Caminho. Parei ali alguns segundos, refleti e decidi seguir pela estrada. Senti mais segurança nessa opção, apesar do percurso ficar mais longo (43km).

Depois de uns 3km de subida forte avistei um peregrino de costas em uma das curvas da estrada. Senti um certo alívio por ter companhia, mesmo há alguns metros na frente. A alegria aumentou quando o peregrino se virou e vi o sorriso do Victor. Ele tinha avançado e se afastado dos demais. Naquele momento ele estava cruzando a estrada para pegar o Caminho logo em seguida. Fiquei conversando com ele enquanto esperávamos os outros, pois decidi que seguiria com eles a partir daí. Alguns minutos depois chegaram Conchi e Jose Luis, reclamando muito das condições do Caminho. Ana, Laura e Jose Andrés tinham ficado para trás. Decidimos continuar e esperá-los em um bar que surgisse pela frente. Chegamos em Puerto de El Palo através de um percurso com vistas lindíssimas e em seguida paramos em Lago para esperar os outros. Depois de cerca de 2hs chegaram os três, exaustos e desanimados com todas as dificuldades encontradas. Ana chegou a olhar o mapa, para ver qual cidade do Caminho Francês coincidia com aquele ponto. Ela pensou em pegar um ônibus até lá e continuar pelo Caminho Francês. Porém, toda a conversa se passou num clima de muito humor. Era um grupo que enfrentava todos aqueles obstáculos com risadas. Quando estávamos saindo os finlandeses chegaram, também reclamando do percurso. Depois soubemos que eles pegaram um ônibus, parando a caminhada por ali. Continuamos até o albergue de La Mesa.

29/junho/2003 – Oviedo-Grado (20,90km)

O despertador dos espanhóis tocou às 6:30hs. Tive vontade de dormir um pouco mais e só levantei depois que eles tinham saído.

Deixei o albergue às 8:30hs e consegui sair de Oviedo sem errar o caminho. Logo me deparei com o campo e com uma paisagem muito bonita.

Quando passava em frente a uma casa na zona rural, um senhor me perguntou se eu queria um cajado, que poderia ser útil para me defender dos cachorros do Caminho. Mostrou-me vários e disse que eu poderia escolher um. Fiquei com um excelente, que me acompanhou o tempo todo. Não imaginei que depois de três dias ele seria tão importante.

Por volta de meio-dia começou a chover e não parou mais, embora chuva amena.

Chegando em Grado por volta das 15hs descobri que o albergue ficava a 4km. Como estava ensopada e sonhando com um banho quente, resolvi ficar em um hotel situado na rua que atravessa a cidade:
Hotel Auto-Bar (1 estrela) – 27euros (single)
C/ Flórez Estrada, 29 – Grado

Jantei no próprio hotel e encontrei os espanhóis do albergue de Oviedo no restaurante. Eles fizeram o mesmo que eu.

30/junho/2003 – Grado-Salas (21,30km)

Saí do hotel às 9hs para fazer câmbio. Tive muita dificuldade para trocar cheques de viagem. Somente o quarto banco que tentei (BBVC) aceitou trocar os travellers.
Com isso, comecei o Caminho somente às 10:30hs. O percurso é muito bonito, apesar de confuso em algumas partes. A sinalização às vezes é falha (flechas apagadas) e incorreta. Algumas partes das trilhas estão completamente fechadas com mato e espinhos. Cheguei em Salas cansada e toda arranhada nos braços e nas pernas.

Fui ao albergue e havia uma placa dizendo que fechava às segundas-feiras. Fiquei novamente em um hotel:
Hotel Soto (1 estrela) – 18 euros (single)
C/ Arzobispo Valdes, 9 (Salas)

Saí para jantar e encontrei os espanhóis. Eles disseram que estavam no albergue, pois a porta estava aberta. Jantei com eles: 2 casais (Jose Luis e Conchi, Jose Andrès e Ana), Laura (irmã da Ana), todos de Zaragoza, e Victor, um asturiano de Mieres que se juntou ao grupo entre Oviedo e Grado.


  • Foto do Relato Foto do Relato
  • Caminho entre Grado e Salas

    Salas, depois do jantar

01/julho/2003 – Salas-Tineo (18km)

Saí de Salas às 9:30hs e logo no início tinha uma subida muito forte. O trecho era curto, porém muito puxado. Cheguei em Tineo cansadíssima.
Os espanhóis tinham que dito que não ficariam no albergue porque parece que não era muito bom.

Na entrada de Tineo pedi informação e me disseram que havia um hotel logo abaixo, para onde me dirigi e fiquei:
Hotel Don Miguel – 19euros (single)
Avda. Oviedo, 6 – Tineo

Não encontrei os espanhóis. Depois soube que eles tinham ficado em um hostal na região mais central da cidade.

Senti muito cansaço. Jantei não vendo a hora de acabar para deitar e dormir.

02/julho/2003 – Tineo-Pola de Allande (32,10km)

Saí de Tineo às 9hs e encontrei subida logo no início. Porém o cansaço tinha passado e pude contemplar bastante a paisagem lindíssima.

Tive que cruzar a estrada para depois entrar em uma descida com um bosque fechado, quando aconteceu o primeiro contratempo desagradável que quase me fez desistir do Caminho. Ao descer cerca de 50metros um “assustador de mulheres” estava subindo e resolveu me provocar medo. Tive que me defender com o cajado e insultá-lo com aqueles palavrões em português que os espanhóis entendem muito bem. Depois disso não sabia se continuava pelo bosque ou se voltava para a estrada. Resolvi continuar descendo, pois achei mais arriscado voltar e me deparar com o indivíduo escondido em algum lugar da subida. Atravessar esse bosque me pareceu uma eternidade. Felizmente tudo correu bem e a partir daí resolvi evitar trilhas e segui a maior parte do caminho até Pola pela estrada. Logo depois do bosque encontrei dois finlandeses (pai e filha). Conversei um pouco com eles e depois continuei. Eles disseram que eu era a primeira peregrina que encontravam. Fiquei mais tranqüila ao saber que os dois estavam caminhando atrás de mim.

Cheguei em Pola de Allande às 17:30hs e me hospedei em um hotel:

Hotel Nueva Allandesa – Preço especial peregrino: 27euros incluindo hospedagem, jantar e café da manhã.
C/ Donato Fernandez, 3 – Pola de Allande

Procurei os finlandeses e os espanhóis, porém não os encontrei. Os espanhóis tinham ficado em um albergue situado a 2km de Pola.

03/julho/2003 – Pola de Allande-La Mesa (20,5km)

Iniciei o Caminho às 8hs, na expectativa do que pudesse acontecer. Se as dificuldades chegassem ao meu limite, consideraria a possibilidade de parar a caminhada e ir a Santiago de ônibus. O percurso começava com uma forte subida até Puerto de El Palo (1.146m). A minha idéia era fazer o percurso do guia : Pola de Allande-Grandas de Salime (38,50km). O trecho começava por estrada e um pouco acima havia uma entrada para o Caminho. Parei ali alguns segundos, refleti e decidi seguir pela estrada. Senti mais segurança nessa opção, apesar do percurso ficar mais longo (43km).

Depois de uns 3km de subida forte avistei um peregrino de costas em uma das curvas da estrada. Senti um certo alívio por ter companhia, mesmo há alguns metros na frente. A alegria aumentou quando o peregrino se virou e vi o sorriso do Victor. Ele tinha avançado e se afastado dos demais. Naquele momento ele estava cruzando a estrada para pegar o Caminho logo em seguida. Fiquei conversando com ele enquanto esperávamos os outros, pois decidi que seguiria com eles a partir daí. Alguns minutos depois chegaram Conchi e Jose Luis, reclamando muito das condições do Caminho. Ana, Laura e Jose Andrés tinham ficado para trás. Decidimos continuar e esperá-los em um bar que surgisse pela frente. Chegamos em Puerto de El Palo através de um percurso com vistas lindíssimas e em seguida paramos em Lago para esperar os outros. Depois de cerca de 2hs chegaram os três, exaustos e desanimados com todas as dificuldades encontradas. Ana chegou a olhar o mapa, para ver qual cidade do Caminho Francês coincidia com aquele ponto. Ela pensou em pegar um ônibus até lá e continuar pelo Caminho Francês. Porém, toda a conversa se passou num clima de muito humor. Era um grupo que enfrentava todos aqueles obstáculos com risadas. Quando estávamos saindo os finlandeses chegaram, também reclamando do percurso. Depois soubemos que eles pegaram um ônibus, parando a caminhada por ali. Continuamos até o albergue de La Mesa.

  • Foto do Relato Foto do Relato
  • Paisagem entre Pola e La Mesa

    Puerto de El Palo

04/julho/2003 – La Mesa-Grandas de Salime (18km)

Amanhecemos no albergue com mais três peregrinos espanhóis: Angel, Nina e Nemésio. Eles estavam fazendo a rota dos hospitais e chegaram no albergue às 22:30hs do dia anterior. Havia mais uma com eles, Ana, que seguiu de ônibus até Grandas de Salime porque tinha machucado o pé.

Deixamos o albergue antes deles, às 7:50hs, com um dia bonito e ensolarado. Passamos por uma represa muito bonita no rio Navia, o Embalse de Salime. O Caminho ainda continua por muitas subidas e descidas. Chegamos em Grandas por volta das 14hs e ficamos em um hostal (não me lembro o nome), por 19euros (single).

  • Foto do Relato Foto do Relato
  • Entre La Mesa e Grandas de Salime

    Embalse de Salime – sobre Rio Navia

05/julho/2003 – Grandas de Salime-Fonsagrada (25,5km)

Saímos de Grandas às 8hs e enfrentamos uma forte subida até El Acebo, difícil principalmente por causa da névoa. Em alguns trechos as trilhas estavam fechadas e todos se arranharam. Fizemos uma pausa em um bar. Ao continuarmos fiquei um pouco para trás porque parei para guardar o agasalho na mochila. Ao prosseguir acabei pegando o caminho errado porque não sabia que a concha muda de direção na Galícia. Andei bastante, mas ao não ver os outros nem a sinalização resolvi voltar. Na mesma encruzilhada em que me confundi, encontrei Nina e Angel, que me explicaram a mudança de direção da concha. Continuei com eles e um pouco abaixo estavam Conchi, Ana e Laura me esperando. Quando viram que eu estava com outras pessoas continuaram, antes que eu as alcançasse. Só que nós erramos o caminho novamente e acabei me perdendo do primeiro grupo. Fui então com Angel, Nina, Nemésio e Ana (cujo pé já estava melhor) até Fonsagrada e nos hospedamos em um hostal:
Pensión-Restaurante Manolo – 19euros (single)
C/ Burón, 35 – Fonsagrada

Descemos para jantar e encontramos o outro grupo, que estava hospedado no mesmo lugar. Combinei de continuar o Caminho com eles no dia seguinte.

06/julho/2003 – Fonsagrada-Cadavo Baleira (29km)

Saímos do hostal às 8hs e tivemos uma dura caminhada novamente, porém com lugares interessantes. Á tarde o sol estava mais forte do que nos dias anteriores, o que tornou o percurso mais cansativo.
Chegamos no albergue às 17hs. Todos aproveitaram o sol para colocar roupas para secar, pois havia um bom espaço, e depois fomos dar um volta pela cidade e jantar.

07/julho/2003 – Cadavo Baleira – Lugo (29km)

Saímos às 9hs. A caminhada foi mais suave do que nos dias anteriores, porém havia sol e fazia muito calor.

Fiquei para trás com Ana, José Andrés e Laura, pois meu tornozelo estava sentindo as dores de uma tendinite. Nós quatro estávamos no mesmo ritmo.
Sentimos muita sede e durante 8km esperamos por um bar para uma bebida gelada.

Conseguimos encontrá-lo somente em Lugo. Conchi e Jose Luis também estavam lá.

Depois de uma pausa seguimos para o albergue, onde Victor já tinha chegado há muito tempo. Havia mais pessoas por lá: 2 ciclistas espanhóis que estavam fazendo o Caminho Primitivo de bicicleta, 2 americanas que estavam começando em Lugo e uma alemã que estava fazendo o Caminho na direção contrária. Angel se juntou ao nosso grupo em Lugo, pois Nina, Ana e Nemésio não continuariam.

Tomamos um banho e fomos passear pela cidade, que é simpática e agradável. A catedral é bonita e a muralha muito interessante.

Sentamos um pouco em um café na praça principal e depois fomos jantar.

08/julho/2003 – Lugo-Melide (cerca de 50km)

Saímos de Lugo às 8hs com a intenção de ir a Palas de Rei. As duas americanas de Nova York, uma de origem costa-riquenha, seguiram conosco.

Fiquei novamente para trás com Ana, Laura e Jose Andrés, pois preferíamos fazer várias pequenas paradas. Ríamos do cansaço sempre, principalmente com as palhaçadas da Laura.

Passamos por uma Casa Rural em Ferrero e paramos porque todos estavam ali almoçando. As americanas iam ficar por lá para dormir.

O proprietário dessa Casa Rural nos sugeriu cortar o caminho e, ao invés de irmos a Palas, seguirmos direto para Melide por um “atalho”. Disse que o percurso era bonito e que faríamos apenas uns 8km a mais. Nos animamos com a idéia e aderimos rapidamente.

O Caminho de fato era bonito, passando por um Parque Eólico que ficava numa bela paisagem ao entardecer. Só que não eram somente 8km a mais. Devia ser uns 12.

O cansaço acabou atrapalhando a contemplação do percurso. Chegamos em Melide às 22:30hs e, sem dúvida, esse foi o dia mais cansativo de todos.

Logo na entrada do hotel havia um bar. Todos que chegavam paravam para tomar algo e dar um tempo. Quando a funcionária nos entregou as chaves, para quartos do terceiro andar, perguntamos onde estava o elevador. Ela respondeu que não havia e que deveríamos subir pelas escadas. Tivemos ainda que encontrar forças para colocar a mochila nas costas e subir três andares de escada. As reclamações e o humor acompanharam essa última subida com mochila do dia.

  • Foto do Relato Foto do Relato
  • Albergue de Ribadiso

    Entre Ribadiso e Monte Del Gozo

10/julho/2003 – Ribadiso-Monte Del Gozo (35km)

Saída do albergue às 7:30hs, depois de uma noite mal dormida. A caminhada foi tranqüila, com muitas paradas. Apesar do calor, não senti cansaço até a subida do Monte Del Gozo.

O final da caminhada foi duro e chegamos no albergue exaustos, às 19:30hs. Apesar de ter muita gente, não houve problema de acomodação, pois o lugar é muito grande. Fomos jantar no restaurante melhor, para comemorar a chegada.

11/julho/2003 – Monte del Gozo-Santiago de Compostela (5km)

Saímos do albergue às 7hs. A intenção era chegar à Catedral cedo, antes do movimento de turistas.

Quando chegamos havia pouca gente e uma missa estava sendo celebrada onde fica o sepulcro de Santiago. O padre abre a grade que normalmente fica fechada, e celebra a missa na frente da urna com os restos mortais do santo. Ele convida as quatro primeiras pessoas para ficar com ele ali dentro e depois da missa os outros podem entrar e tocar a urna. Foi um momento emocionante.

Depois fomos retirar a Compostelana, tomar café-da-manhã e deixar a mochila no apartamento.

Tentei fazer câmbio e consegui trocar os travellers no mesmo BBVC que resolveu o meu problema em Grado, porém tive que mostrar o recibo de compra (aqueles papéis que a gente guarda para recuperar cheques roubados).

  • Foto do Relato Foto do Relato
  • Saída do "Grupo Primitivo" de Monte Del Gozo

    "Grupo Primitivo" na chegada à Catedral de Santiago

Meio-dia fomos enfim para a Missa do Peregrino, que foi lindíssima. O “Grupo Primitivo” (como nos auto-denominamos) foi presenteado com coral da Eslovênia e com a cerimônia do botafumeiro. Foi mais um momento de muita emoção.

Ficamos ainda dois dias em Santiago, porém o grupo foi diminuindo com as despedidas. Quem já passou por isso sabe o que significa...

Rita

R E L A T O S