CAMINHO DAS MISSÕES JESUÍTICO-GUARANÍ

- Walter Jorge

Relatos

Éramos 14 (quatorze) caminhantes (11 homens e 3 mulheres) reunidos na pequena cidade de Santo Ângelo, em pleno interior do Rio Grande do Sul, a espera do ônibus que nos levaria até a cidade de São Nicolau perto da fronteira com a Argentina, onde iniciaríamos a oitava e última caminhada da fase experimental do projeto "Terra Sem Males" , percorrendo os cento e oitenta e seis quilômetros no território das Missões entre as cidades gaúchas de São Nicolau e Santo Ângelo.

O que levaria a esses caminhantes a saírem de suas casas, muitos em estados diferentes, para efetuarem tal caminhada? No momento só DEUS poderia responder...Esses caminhantes representavam seis estados da Federação, pois vinham desde João Pessoa na Paraíba; passando por Fortaleza no Ceará; Rio de Janeiro; Santo André em São Paulo; Florianópolis em Santa Catarina e representando o estado do Rio Grande do Sul, tínhamos de Santa Bárbara do Sul, Santana do Livramento, Passo Fundo e Porto Alegre. No grupo existia desde um jovem estudante até aposentados com mais de setenta anos, uma verdadeira babel de personalidades.

Alguns detinham um parco conhecimento sobre a área a percorrer, a outros, no entanto, tudo aquilo era estranho, era uma novidade, um desafio, sabiam apenas que o trecho que iriam caminhar estava eivado da historias do Brasil. Naqueles cento e oitenta e seis quilômetros, aproximadamente há quatrocentos anos, foram fundadas pelos Padres da Companhia de Jesus, diversas "Reduções Jesuíticas".

A euforia dominava a todos, o grupo estava ávido para trocar conhecimento com os demais, um certo nervosismo pelo desconhecido os invadia, as mochilas preparadas para o embarque, umas estavam leves, outras pesadas. Tínhamos entre nós, que estávamos prestes a iniciar a jornada, veteranos de uma outra caminhada, a da peregrinação a Santiago de Compostela na Espanha onde se andava aproximadamente oitocentos quilômetros. Passávamos adiante nossas experiências, principalmente ao que se refere ao cuidado com os nossos pés, já que eles seriam o nosso único meio de transporte. Os novatos ouviam atentos nossas palavras sobre a experiência que relatávamos.

Apenas o que destoava do verdadeiro espírito de uma peregrinação, era o aspecto comercial, pois nós caminhantes, tínhamos efetuado a uma empresa particular um pagamento a fim de podermos usufruir a pequena infra-estrutura que a mesma oferecia durante a caminhada. O trajeto ainda não dispunha de tal estrutura para receber caminhantes em qualquer época, apenas as cidades dispunham de acomodações e locais para se tomar uma refeição, no restante do caminho, principalmente em trechos longos, nada teríamos para nos abrigar ou para comermos, e assim, acabaríamos dormindo sem alimentarmos.

No sentido lato da palavra, essa não era uma peregrinação, era apenas uma caminhada cultural através das ruínas dos monumentos históricos do período da colonização do Brasil, pois, peregrinar é uma viagem a lugares santos ou de devoção; romaria. Assim Dante em "Vita Nuovo, 40": informa "peregrino" por antonomásia é o que vai a Santiago. São "palmeros" os que vão a Terra Santa e "romeiros" os que vão a Roma. Nós, apesar de inúmeros e desconhecidos interesses, éramos apenas um grupo de caminhantes em um roteiro cultural e histórico...

Em Santo Ângelo fomos recebidos e homenageados pelo Secretário Municipal de Turismo e Esporte da Prefeitura Municipal na pessoa do Vereador Maurício Rodrigues de Castro, fotografados e entrevistados pelos jornais locais: O "Jornal das Missões", "A Tribuna Regional", "O Mensageiro" e finalmente pelo Jornal "Primeira Mão", não faltando uma pequena entrevista para a emissora local, estávamos alegres, satisfeitos e sorridentes.

No dia 16 de fevereiro, à tarde, quando o sol descambava no horizonte, o ônibus saiu em direção ao início da nossa jornada, na cidade de São Nicolau.

Rapidamente como por um passe de mágica o grupo começou a interagir, a conversa rolou solta e livre, para aqueles que ainda não conheciam os pampas gaúchos como a pequena turma do norte do Brasil, da região do nosso querido nordeste, olhavam extasiados pelas janelas do ônibus o passar daquelas terras vermelhas coberta na sua grande maioria com a plantação de soja, gradativamente as conversas foram diminuindo e em dado momento cada um de nós estava entregue aos seus próprios pensamentos: "o que estou fazendo aqui, saindo do meu torrão natal para palmilhar tão longa distância e em um local completamente desconhecido"?, só DEUS poderia responder ao referido pensamento.

Quando bem não concluímos os nossos pensamentos, chegamos a São Nicolau, novamente a alegria contagiou o ambiente, todos falavam ao mesmo tempo apanhando as suas mochilas e levando-as para o local determinado onde iríamos pernoitar. Naquele entardecer e antes que o dia declinasse, partíamos para conhecer um pouco da história daquela cidade, visitando a sua Igreja, as suas ruínas e o seu museu, estávamos naquele momento dando os primeiros passos da nossa caminhada.

Dia 17 de fevereiro, numa manhã clara, nós caminhantes acordamos cedo e após um bom café, tradicional da região, iniciamos a nossa jornada pela estrada das Missões em direção ao primeiro pouso que seria na Escola Olavo Bilac, a uma distância de trinta quilômetros. A informação que dispúnhamos sobre o nível de dificuldade é que era considerado médio. Logo nos primeiros quilômetros começamos a sentir o que seria aquela caminhada, o sol era forte e castigava a todos sem distinção, tínhamos de tomar cuidado, pois o trajeto era efetuado ao longo das estradas vicinais existentes. Veículos passavam por nós despejando uma nuvem de pó fino e vermelho o que nos obrigava a parar e manter a respiração presa por alguns segundos, a pavimentação em barro vermelho estava impregnada com pedras irregulares e muitas vezes soltas, que castigavam os pés daqueles cujas botas não tinham um solado reforçado, a vegetação rasteira não permitia curtir uma merecedora sombra acolhedora, estávamos começando a sentir o que seria palmilhar por aquelas terras.

Não tínhamos ainda andado mais de três horas e já percebíamos a existência de pequenos blocos de caminhantes, no primeiro pelotão destacavam-se os mais jovens, os mais bem treinados em caminhadas e também alguns mais afoitos que mais tarde começaram a pagar com a existência não só de bolhas nos pés, como também a musculatura da perna que começava a reclamar. Um segundo pelotão, esse em maior número, estava mais disperso, cada um conversava com o seu par ou simplesmente seguia calado ruminando os seus pensamentos e por último um reduzido número (uns dois ou três) estavam aqueles que mantinham sua caminhada tranqüila dentro dos seus limites físicos, aproveitando mais a natureza. Nesse último pelotão como a encerrar aquela fila, seguia eu, com os meus passos curtos e cadenciados.

A parada para o almoço, efetuada a 16 quilômetros de São Nicolau, foi uma alegria para todos, pois além de termos saboreado uma paleta de ovelha, permitiu um pequeno descanso para os nossos pés, logo mais estávamos na estrada e somente ao entardecer chegamos na Pousada que fica entre São Nicolau e São Luiz Gonzaga, onde pernoitamos na "Escola Olavo Bilac".Com D. Antonio e suas filhas.

A segunda etapa do caminho foi relativamente curta, vinte e um quilômetros, o tipo do terreno permitiu um andar tranqüilo, pois as ondulações eram moderadas, almoçamos em uma danceteria no subsolo de um prédio na cidade de São Luiz Gonzaga. À tarde aproveitamos para visitarmos a gruta de Nossa Senhora de Lourdes, o museu arqueológico, o museu histórico bem como a Catedral em estilo gótico e a sua praça. Jantamos no CTG da cidade onde o nosso companheiro Assis declamou "Galo de Rinha" de Jayme Caetano Braum, fomos pernoitar no "Colégio Agrícola de São Luiz Gonzaga".

A terceira etapa, com vinte e sete quilômetros, apresentou um pouco mais de esforço. A estrada com muitas pedras soltas dificultavam os passos, tínhamos de escolher o local onde pisar. Almoçamos em uma escola desativada na localidade de "Laranja Azeda" com o Senhor Miro e D. Sandra, o seu filho nos brindou com um solo de sanfona.

Continuamos a nossa caminhada quando, por volta das 15 horas a chuva desabou, acreditava que estava a poucos quilômetros de São Lourenço ponto onde iríamos pernoitar, a estrada transformou-se em um verdadeiro lamaçal, minhas botas efetuavam o carregamento de alguns quilos de barro, o seu solado não estava resistindo a tal desgaste e acabou soltando um pedaço o que dificultava a minha caminhada. Informo que apesar da mesma ser uma boa bota da marca "San Marcos", já tinha efetuado não só a peregrinação a Santiago de Compostela (oitocentos quilômetros), como também tinha caminhado mais de outros quinhentos quilômetros em treinamento e outras caminhadas, naquele momento estava encerrando a sua vida útil e iria agora fazer parte de mais uma de minhas relíquias sobre os desafios conquistados ao longo de minha vida.

Na lateral esquerda da estrada divisamos uma pequena casa com uma boa área externa coberta, naquele local paramos eu e um casal paulista de Santo André, Antonio Bianchiní e Suzete, para nos abrigarmos da chuva até que ela amainasse. Logo mais travamos um longo papo sobre assuntos variados. Passaram-se mais de 2 horas de conversa quando aparece o caminhante Lairton Ripoll portando uma longa capa de chuva a nossa procura, pois o grupo estava preocupado com a falta da nossa chegada, tal não foi a nossa surpresa quando o mesmo informou que nos estávamos a apenas uns 150 metros do local do nosso pernoite, apanhamos as mochilas e patinando na chuva e na lama concluímos aquele pequeno trecho. Pernoitamos na pousada improvisada no CTG - Centro de Tradições Gaúchas de São Lourenço -onde foi servido um gostoso churrasco.

Antes de iniciar a nossa quarta etapa fui obrigado a comprar um par de tênis reforçado para poder continuar a caminhada, pois aquela fiel bota tinha chegado ao fim. Fomos presenteados com trinta quilômetros de terreno com poucas ondulações, concluindo o dia na magnífica Pousada das Missões, em São Miguel das Missões. O dia ainda estava claro e aproveitamos para percorrer o Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, o qual estava bem conservado motivo do seu tombamento como Patrimônio Mundial em 1970. De surpresa em surpresa, vimos tomar conhecimento que, naquele local, existiu uma fundição, permitindo aos índios Guaranis, usando ferramentas confeccionada de ferro, efetuar o corte das pedras utilizadas na construção daquela Igreja, também tomamos conhecimento da existência de uma tipografia naquele local. Com destaque, visitamos o Museu das Missões projetado por Lúcio Costa em completa harmonia com as estruturas existente no local onde mais de oitenta obras da estatuária missioneira estava em exposição permanente, bem como sinos, fragmentos de pedras e madeira e uma maquete da Redução de São Miguel.

Logo depois, precisamente às vinte horas, no Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo, assistimos um show de som e luzes em frente às ruínas bastante conservadas da Igreja das Missões. Este era um dia especial, estávamos no dia 20 de fevereiro de 2002.

Um ligeiro tremor abalou o meu corpo, uma energia forte tomou conta do meu ser, era como se os índios Guaranis estivessem presentes naquele local, minha pele eriçou, pois lembrava que nesse dia estava ocorrendo durante um breve minuto, um evento que só aconteceu duas vezes há mais de mil anos e que nunca mais ira se repetir.

Às 20 horas e 02 minutos do dia 20 de fevereiro do ano de 2002, ou em marcação digital: 20:02 20/02 2002, ou em qualquer outra ordem, como ano/mês/hora 2002 20/02 20:02 aconteceu tal conhecidência. Trata-se de um registro com perfeita simetria numérica (chamado de palíndromo ou capicua).

Ocorreu tal padrão simétrico também, às 10:01 (dez horas e um minuto) do dia 10 de janeiro do ano de 1001, há mais de mil anos.

10:01 10/01 1001.

Pela última vez às 11:11 (onze horas e onze minutos), do dia 11 de novembro do ano de 1111, ocorreu novamente tal fenômeno, naquele época ainda não existia o relógio digital.

11:11 11/11 1111

Deverá acontecer tal simetria também às 21 horas e 12 minutos, do dia 21 de dezembro do ano de 2112, ou seja dentro de 110 anos.

21:12 21/12 2112

Esse fenômeno matemático nunca acontecerá novamente, pois, a máxima marcação de um dia é 23:59, assim, em 30 de março do ano 3003, não ocorrerá essa conhecidência matemática por não existir a hora 30:03. 30/03 3003 30:03 (hora inexistente)

Quedei-me a pensar sobre tal fato naquele preciso momento, ao assistir aquele magnífico show de luzes e som, na penumbra dos degraus onde estava sentado. As lágrimas afloraram em meus olhos, fechando-os dediquei alguns minutos de reflexão no meu silêncio interior ao sofrido povo Guarani, massacrado pelo egoísmo dos homens no afã da conquista de terras sem ao menos olhar para o sofrimento de um povo que lá já estava a mais de mil anos. Naquela sua eminente sabedoria, DEUS me respondia uma parte da pergunta: "porque estava ali".

Um fato curioso apareceu ao longo do caminho nas diversas etapas. Como sempre andava no final do grupo a não ser pelas manhãs quando iniciava o caminho, notei que alguém da vanguarda deixava no meio da estrada a cada 100 metros ou 150 um pequeno galho contendo flores silvestre existente nas suas margens, ao passar ficava a pensar: "quem seria aquela alma romântica que sinalizava o caminho?".

Tinha as minhas duvidas sobre quem deveria ser, no entanto não revelava o nome àquelas pessoas que caminhavam próximo a mim. Passei a usar do mesmo artifício quando saia pela manhã na frente do grupo, somente que, em vez de colocar apenas um galho, desenhava com os mesmos corações ou simplesmente escrevia um nome, como: AMOR, CARINHO e outros, poucas pessoas notaram.

Após alguns dias não me contive, acerquei-me da pessoa que desconfiava ser o caminhante romântico e conversei sobre o fato, o mesmo com aquele sorriso alegre, maroto e romântico, informou ser ele mesmo o autor dos galhos floridos, era o nosso querido "TILTON", abracei-o, a partir daquele instante considerei-o meu irmão.

No quinto dia da caminhada, tivemos de percorrer trinta e quatro quilômetros em um terreno bastante irregular, em uma estrada com uma movimentação que nos deixava preocupado e sob um sol forte e inclemente que castigava o nosso corpo já cansado dos dias que já estávamos caminhando. Naquele trecho não encontrávamos nenhuma árvore para que com a sua sombra mitigar o mesmo, a água que levamos rapidamente era consumida, inclusive na sua utilização para molhar os nossos chapéus. Almoçamos no galpão do Centro Comunitário do local denominado de Esquina Ezequiel. Lembramos aqui a surpresa daqueles caminhantes nordestinos, inclusive eu, que nasci na minha querida Bahia, quando era passada a cada um de nós a cuia do chimarrão quente, de pelar a boca dos incautos. Naquela confraternização, a chamada "roda do chimarrão", acabei aprendendo como sorvê-lo.

Ainda nesse trecho, distante dezoito quilômetros de São Miguel, tivemos a oportunidade de visitar uma pedreira que contém um afloramento de arenito avermelhado, onde eram retirados os grandes blocos utilizados na construção da Igreja de São Miguel Arcanjo. Na pedreira notamos várias ranhuras, fendas e escavações efetuadas com auxílio de ferramentas confeccionadas de ferro que eram utilizadas pelos índios Guaranis. O gado existente no local nos olhava com desconfiança como se os mesmos fossem defensores daquele local, que estava carregado de energia, sentíamos a mesma na atmosfera, nesse dia fomos pernoitar em Carajazinho, onde nos foi servido um jantar no Bolicho do João Matos, naquele local inauguramos o albergue construído para atender aos caminhantes do Caminho das Missões.

A região que estávamos percorrendo está situada no noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, na encosta ocidental do Planalto Riograndense e apresenta um clima ameno com temperatura média que varia de uns 38ºC no verão e 5ºC no inverno, sua altitude é de aproximadamente 280m acima do nível do mar.

Relato

O trecho a percorrer na nossa sexta etapa seria de vinte e oito quilômetros, estava classificada no folheto que recebemos como de grau de dificuldade difícil, as subidas e descidas eram constantes ao longo do mesmo, forçando a redução da velocidade da caminhada. As paradas eram mais freqüentes, almoçamos no bolicho do Adão, próximo a Redução de São João Batista, local da primeira fundição de ferro e aço do sul da América. Não posso me esquecer daquela salada maravilhosa prepara pelo casal simpático descendente de italianos que transformou o seu bolicho em um local para nos receber com o maior desvelo. Em seguida atravessamos o rio Moinho, o Sanga, o rio Ijuizinho e finalmente atingimos o balneário "Parque das Fontes", onde pernoitamos em barracas armadas para essa finalidade. O grupo estava bastante cansado, no entanto ninguém tinha desistido apesar das bolhas e das dores nas pernas.

A sétima e última etapa da caminhada, com apenas dezesseis quilômetros, foi boa, não existia muita dificuldade no caminhar, apesar do estado bastante irregular da estrada. O grupo da vanguarda teve de ficar esperando nas margens do rio Ijuí para que todos os caminhantes se reunissem para atravessá-lo na balsa ao mesmo tempo, pois aqueles últimos quilômetros, bem como a entrada na cidade, deveriam ser efetuados em conjunto.

Finalmente atingimos a cidade de Santo Ângelo, ou precisamente a sua praça ponto final da nossa caminhada, em completo silêncio e carregados de energia emanada daqueles índios Guaranis, na escadaria da Catedral Angelopolitana, recebemos a benção dada pelo Pároco, meus olhos estavam marejados...

Naquela oportunidade, após confraternizarmos com um magnífico almoço, no restaurante perto da Catedral tivemos o prazer de assistir a apresentação de danças típicas regionais pelo grupo do CTG local e no final, o colega ASSIS nos congratulou com um uma verdadeira biografia alegre, descontraída e sentimental dos companheiros de jornada. Despedimo-nos e cada um partiu em direção aos seus lares, levando em seus corações, a saudade daquele companheirismo existente durante todo o tempo da caminhada, bem como as lições aprendidas sobre a catequese dos Jesuítas e do grande esforço efetuado pelos índios Guaranis na busca por um novo lar.

Mais uma vez, a sabedoria divina nos respondia a pergunta efetuada a nós próprios: "estávamos resgatando não só um pedaço da nossa história, como, mais uma vez, tomávamos conhecimento do sofrimento de um povo. OS ÍNDIOS GUARANIS".

Walter Jorge

R E L A T O S