UMA MENSAGEM - VIA DE LA PLATA - II

- Telma Javoski

Relato

7º Etapa- Fuente/Zafra - 25 KM

Vocês podem observar que, até agora, dividi muito bem as etapas, conseguindo chegar sempre cedo e minimizar os transtornos do calor.

Esta etapa também foi muito agradável. Apareceram os primeiros vinhedos (uvas pretas, roxas e verdes).

Em Calzadilla de Los Barros, a Praça estava toda enfeitada com cordões com bandeirinhas para a festa de N.S. de Belém (como aqui em festas de São João ou Copa do Mundo). Havia, entre elas, muitas bandeirinhas do Brasil.

A Igreja Paroguial, do Divino Salvador (séc. XIV/XVI) merece uma visita cuidadosa. Na porta principal há motivos ligados a Santiago e cenas da vida de Cristo (lembro que dei sorte de chegar quando a Missa estava terminando, pois ia fechar para os preparativos da festa).

Em Zafra, há um Albergue Turístico, que funciona num prédio antigo restaurado, super bem localizado, mas que estava fechado em razão de férias dos administradores.

Tinha uma indicação para ficar no Hostal Carmen, que fica logo na entrada, mas que estava lotado. Fui para o Hotel Vitória, do outro lado da Praça de Espanha, por 22 Euros, muito bom, apesar de simples e de não ter geladeira para colocar meu colírio (ficou no bar dos donos do Hotel, onde tomei o café da manhã).

Zafra é linda. É uma Sevilla pequena. Maravilhosamente encantadora. Tem Parador, Castelo e Igrejas. A de Nossa Senhora da Candelária e imperdível, com um bonito altar-mor e um altar lateral com pinturas de Zurbarán, que é patrimônio nacional.

Não pude deixar de jantar no Parador, ao ar livre, à luz de velas. Se não quiserem fazer a extravagância, não deixem de visitar o prédio e peçam para visitar a capela (o horário para visita da capela é mais limitado).

8ª ETAPA - Zafra/Villafranca de los Barros: 22KM

Foi fácil sair da cidade. Há ruinas interessantes na saída.

Em Los Santos de Maimona, 5km após Zafra (assim chamado porque habitado por descendentes de família com esse nome), também cheguei durante a Missa e consegui visitar a Igreja de Nossa Senhora de Los Angeles acompanhada pelo Padre que fez questão de me mostrar a Porta do Perdão (viram que há muitos e muitos marcos das antigas peregrinações?) e um grande Presépio antigo, na Sacristia (tenho uma enorme coleção de presépios).

Nessa etapa o Caminho passa por vinhedos (recebi uma aula do Sr. Juan Faber, que tratava das suas vinhas preciosas) e atravessa olivais centenários (os mais antigos que vi).

Nessa plantação de olivas, próximo a umas ruinas, me juntei a uma família de Villafranca que colhia figos deliciosos, acompanhados de outro casal de Cáceres, que também visitava a região. Tinham deixado o carro um pouco adiante. Se passarem por aí na época de figos, não deixem de comer. São divinos!!!

Descansei à sombra de uma oliveira de muitos séculos e me dirigi para o Albergue para conhecer as instalações e conversar (não ia ficar, para não alongar a etapa seguinte), mas estava fechado, também por férias (vejam que setembro é mês de férias desses albergueiros, pois quase não há movimento em função do calor).

Depois que se deixa o olival, é uma canseira, pois há muito desvio para evitar que o peregrino passe pela carretera e se tem a sensação de estar fazendo círculos.

Logo na entrada da cidade há o Hotel Diana (30 Euros), onde fiquei, pois não havia vaga na Casa Perim (indicação do Ayuntamiento), que fica na praça da igreja, numa casa antiga. Foi bom ficar no Hotel Diana, pois era o dia da festa e não teria podido dormir se tivesse ficado na Casa Perim. Todavia o Hotel não é grande coisa. O de Zafra, por 22 euros era muita mais arrumadinho (o quarto).

Acompanhei a PROCISSÃO, lindíssima. Gente de toda a cidade e cercanias, com direito a banda de música. Após a procissão, a festa continua na Praça e nos bares.

Tive muita sorte partilhando com os locais destes festejos. Era a coroação de toda a preparação para a festa da Virgem de que vinha participando nos dias anteriores. O andor que levava a Nossa Senhora da Granada era imenso, muito bem ornamentado, conduzido por dezenas de homens... Enfim, uma verdadeira procissão espanhola!!! VALEU!!!

Amanhã tentarei prosseguir. Não sei, de todos os caminhos que fiz, qual o que gostei mais, mas que este Caminho é muito especial, isto é.

9ª Etapa- Villafranca de los Barros/Torremagia - 31 KM

Como nas etapas anteriores, saí logo depois das 6h, ainda no escuro, e já quase sem lua.

Na saída da cidade, logo após a Praça da Matriz, fui surpreendida com um grande movimento de pequenas carrocerias puxadas por tratores e muitos e muitos carros, deixando a cidade, pelo MEU CAMINHO!!!...

A princípio pensei que se tratava de recolhimento do lixo. Quando o fluxo ficou contínuo e começou a incomodar, fiquei preocupada. Não tinha dividido meu caminho, até ali e, ainda mais com carros...

Qual não foi a minha surpresa, quando clareou, e percebi do que se tratava: era a época da colheita das uvas e os agricultores estavam se dirigindo para suas respectivas terras, para colher as uvas(na verdade são grandes cooperativas). O movimento só acalmou quando o dia estava claro e todos já tinham chegado a seus postos.

Os vinhedos se perdiam no horizonte. Parecia um verdadeiro mar verde. Os vinhedos são muito mais extensos do que os do Caminho Francês.

Por volta de 10:40h atingi o local onde se pode desviar para ALMENDRALEJO, que está a 19km de Villafranca. Almendralejo, apesar de não estar no Caminho, segundo o meu guia ( Via de La Plata - A Cicerone Guide, by Alison Raju, da Cicerone, que comprei através do Submarino) é um grande centro de produção de vinhos, com calzada romana e Ermita de Santiago). Não fiz o desvio, pois não sou tão interessada assim em vinhos.

Cabe observar, quanto ao meu guia, que ele não está atualizado. Aliás, a autora estava na Via, alguns dias na minha frente, colhendo informações para a atualização. Vale a pena adquirir o Guia da

Associação de Sevilla e, também, um outro guia (não comprei), em Salamanca, que seria o melhor para a parte Sanabresa, segundo informações colhidas na época.

Há um grande cartaz/mapa com explicações sobre o Caminho e a região no ponto de interseção da estradinha para Almendralejo.

No cartaz diz, mais ou menos, que a Via de La Plata tem origem na pré-história (!!!) e foi definida na época romana. É uma obra máxima (cumbre) da arquitetura da época e por ela passaram, por séculos, caminhantes (nobres e peregrinos), animais, tropas e mercadorias). Informa, ainda, que a EXTREMADURA é atravessada pela Via de La Plata de Norte a Sul - e é nesse sentido que nós a percorremos - e que foi o eixo da vida econômica, cultural e social da região por 2000 anos.

Mais tarde encontrei o Sr. Antonio, que voltava da colheita da uva, em seu trator e parou para conversar comigo (mora em Almendralejo e, na parte da tarde, observei a volta dos colhedores de uva,com seus tratores cheios, agora, os de Almendralejo). Ele, o Sr. Antonio, que pretende fazer o Caminho este ano, 2006 (está esperando os filhos pequenos ficarem um pouco maiores, para poder se ausentar), me deu um enorme (com uns 3/4kg) cacho de uva verde especial que levava para a família e me deu algumas explicações: A comercialização das uvas é feita por meio de cooperativas ou fornecimento direto para Bodegas. Lavou as uvas para mim e disse que aquelas eram especialíssimas e que não tinham agrotóxicos. Poderia comê-las. Eram maravilhosas e fui chupando uvas até Torremagia (lá dei o que sobrou, muito mais da metade, para o pessoal do Albergue).

O Caminho fica cheio de cachos de uvas, que caem do trator, mas que não devem ser chupadas por nós, pois estão com agrotóxicos. É aí que precisamos pensar sobre os vinhos, confeccionados com essas uvas.

Em Torremagia, fiquei hospedada, sozinha, em outro Albergue Turístico, por 12 Euros, com jantar no local, muito bom, por 8 Euros. Os demais peregrinos que tinha encontrado estavam à frente, porque dispostos a fazer etapas maiores ou tinham desistido, como o caso de Sergio, de Barcelona, que tinha machucado a panturrilla.

A decoração do albergue é muito bonita (também em prédio antigo, revitalizado, com destaque para o teto de cortiça, com um bonito trabalho, e para a decoração do hall do andar de cima e do bar), mas não está tão bem organizado quanto o de Fuentes, muito embora sejam os mesmos arrendatários.

Selei a credencial e assisti Missa na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, ao lado do Albergue.

10ª ETAPA - Torremagia/Mérida - 16KM

Procurei deixar etapas pequenas, inferiores a 20 km, sempre que estava para chegar a um grande centro e Mérida é um desses. Se o peregrino tiver tempo, vale a pena gastar mais um dia ou pelo menos permanecer a manhã do dia seguinte na cidade.

Fiquei encantada com umas montanhas na saída de Torremagia, que são iguais, revertidas, como se formassem uma saída larguíssima para você e delirei um pouco com isso. As montanhas me fascinam...

Não houve contato com ninguém durante esta etapa e às 10:40h já atravessava a Ponte Romana (enorme, maravilhosa), pela qual o peregrino adentra em Mérida.

No outro lado da ponte você já encontra o Alcazaba, e aproveitei para fazer logo a visita (comprei, lá, um ingresso combinado para todas os museus/monumentos por 8 Euros).

Vale a pena estudar bem o Mapa da cidade, que se recebe aí, pois perdi muito tempo com idas e vindas para visitar alguns monumentos. Por exemplo, percebi, depois, que deveria ter ido, desde logo, para a esquerda da ponte, beirando o rio, pois alí, em Morrerias, está o ponto 0 da via em Mérida (há um mapa da via, a partir daí, na recepção da Morrerias: escavações importantes, sob os prédios onde funciona a administração municipal, não me lembro que setores.

O albergue novo, que estava sendo inaugurado naquela época, também fica por aí, no lado esquerdo da ponte, na direção de Morrerias, se não indicarem, perguntar na recepção (o antigo, que não encontrei, também está por aí, mas parece que estava fechado). Nesse lado, também, fica o Aqueduto.

Tudo é importante em Mérida. Procurem visitar tudo, priorizando o horário dos locais que têm hora para visita e objetivando o roteiro. Quando visitarem o Anfiteatro, observem que se comunica com outras atrações (não estou encontrando o mapa agora para rememorar, mas lembro que fui por fora e vi, na saída, que poderia ter ganho tempo indo direto e me deliciei com máximas de pensadores gregos e romanos fixadas ao longo do caminho que liga os dois pontos).

Jantei no BENITO, por indicação de local. Benito é um toureiro, dono do restaurante. O local é cheio,movimentadíssimo. Embaixo um bar superbadalado e em cima um restaurante muito bem montado. Na entrada comi os ovos do boi, mexidos, que esqueci o nome, que, aí, são divinos. Em outro local, não gostei. O jantar custou 20 Euros, muito bem gastos!!!... Fiquei no Hostal Nueva Espana, por 25 Euros.

Leiam bastante sobre Mérida, sua história, seus monumentos e aproveitem bastante. Quem já tiver visitado Roma, pode ficar decepcionado, mas, de qualquer forma (conversei com muitas turistas) mesmos estes ficam fascinados. Eu adorei (só fui para Roma após o Caminho, e depois para Assis. Por falar em Assis, trouxe um Mapa de um roteiro para fazer lá, de 3 dias, que era o meu propósito, mas que já não tinha forças, que é show).

Não deixem de visitar a Igreja e as ruínas de Santa Eulália.
O Templo de Diana pode ser visto à noite.

A saída da cidade é por outra ponte romana, menor, mas que fica bem em frente ao Aqueduto. Fiz o passeio de trenzinho, para ter uma idéia melhor da distância dos monumentos.

Não falei, ainda, sobre os TOUROS. Eles existem, sim.
Você os encontra quando atravessa as fazendas (cortijos) e, de fato, assustam. Todavia e graças a Deus, nenhum me perseguiu, pois nesses lugares, mesmo que você esteja com outros peregrinos, não há, quase nunca, pessoas locais. Eu caminho sempre com Deus, todos os Anjos e todos os Santos, cristais protetores, mil orações e nunca (quase nunca) me sinto sozinha ou indefesa. Aliás, me sinto sempre acompanhada pela Energia/Segurança Divina, que sempre se manifesta, quando objetivamente se faz necessária. Raramente fraquejo, mas aconteceu também...

11ª Etapa - Mérida/Aljucén - 16km

A saída de Mérida é por outra ponte romana, da qual se tem uma linda vista do Aqueduto. Está tudo sinalizado.

Decidi fazer uma etapa curta, pois fiquei bastante cansada no dia anterior com as muitas andanças em Mérida. Alcuéscar, a próxima etapa, fica a 37km de Mérida. Queria e precisava me poupar, pois o sol e o calor não davam trégua. Há bastante carretera nesse trecho e o grande atrativo é o Embalse de Prosepina, grande represa que supria Mérida de água potável nos tempos romanos (o aqueduto partia daí, de 6 km de Mérida). Hoje, o local é um ponto de atração turístico e de esportes aquáticos, com muitos cafés e restaurantes nas margens do grande lago (ainda estavam fechados quando passei, pois abrem mais perto do meio dia). Pode-se tomar banho nas águas. Após a Represa, a carretera quase não tem movimento e a paisagem fica muito mais amena e enfeitada por pedras, com formas muito interessantes. O caminho de terra é agradável, com árvores frondosas (encinas). Uma das fazendas tem um tipo de gado diferente e porcos muito grandes. Na chegada de Aljucén a sinalização estava deficiente em razão de obras na estrada. Acredito que agora já esteja tudo normal. Fiquei no Albergue de Anelena (de Ana e Helena), numa casinha de 3 quartos, duas salas, banheiro, cozinha e quintal, fogão e máquina de bebidas, por 6 Euros. Come-se no Restaurante de Ana e Helena, onde se pega as chaves e sela a credencial. Há um pequeno museu na Casa de Cassiano, pessoa interessada no Caminho e que pinta as setas nas imediações. Na Igreja tem uma cabeça de Santiago esculpida do lado esquerdo do portal. No início da noite chegaram mais 3 peregrinos, que iniciaram o Caminho em Mérida.

12ª etapa - Aljucén/Alcuéscar - 21 km

Tomei o café da manhã na gasolinera. Um pouquinho antes da Gasolinera se pega a estrada de terra, à direita. Logo após, há entrada para rota do Parque de Montalvo, que, dizem, é muito interessante. Nessa etapa também existem pedras lindas. Este, de fato, é o Caminho das pedras. Em nenhum outro dos Caminhos que já fiz elas, as pedras, são tão bonitas, têm tanto a dizer...
Há, também, uma cruz de pedra, bem rústica, nesse trecho. É a Cruz do Menino Morto (Cruz del Niño Muerto), erigida no local em que um pequeno pastor teria sido comido por um lobo quando voltava da Festa de São João (24 de junho. É emocionante a cruz/monumento!!! Em Alcuéscar, a hospedagem é num lendário Convento, chamado RESIDENCIA, dirigido pelos HERMANOS ESCLAVOS DE MARIA Y DE LOS POBRES, que cuidam de inválidos e dão educação a meninos pobres. É a hospedagem mais simbólica do espírito peregrino desse Caminho. Dorme-se em quartos individuais, muito simples, mas limpas, com uma pia no interior e banheiro coletivo no corredor. Eram as antigas acomodações dos internos. O jantar é coletivo, oferecido pelos padres, com vários pratos, feitos e servidos por eles próprios. Após o jantar, é rezada a Oração do Peregrino ou Missa, com Benção aos peregrinos, dada pelo Padre Superior. A Oração do Peregrino daí é belíssima, com um texto, para mim, muito mais claro e objetivo do que a que aprendemos e rezamos no Caminho Francês. Ela é distribuída num lindo cartão-postal, com uma cruz que está erigida na frente do Convento. Na época, trouxe alguns cartões e distribui para alguns peregrinos, entre eles, para Inês e Marlene. Na próxima reunião vou levar o meu e emprestar para o Leon colocar no site, pois a Oração é muito direta e tocante. Em retribuição por tudo isso, faz-se a doação que o coração pedir e o bolso permitir... Em Alcuéscar, a 2,5km da Praça de Espanha, há uma Igreja de Santa Lucía de Trampal, Visigótica, do séc. VII. Vale a pena fazer este percurso, pela raridade deste tipo de construção. Existe projeto de revitalização para o local. Fui com um peregrino espanhol, estudante de história e tive uma magnífica aula.

Dormiram, no Convento, 13 peregrinos (feito não mais repetido em toda a Via), dos quais 7 faziam o caminho de bicicleta. Todos os presentes, exceto eu, tinham partido de Mérida. Os demais que tinha encontrado no Caminho, estavam a frente, conforme constatado no livro de peregrinos. Pela manhã, por volta de 8 ou 9h eles servem um lauto café da manhã. A maior parte dos peregrinos espera. Tomei no bar em frente, pois sempre saía cedo, por causa do sol.

13ª Etapa - Alcuéscar/Valdesalor - 30 KM.

Nessa etapa há muitas obras de recuperação (escavações) das CALZADAS e restos romanos e do alto medieval.
Fiquei encantada com uma ponte pequenininha, que surgiu das escavações (entre Casal de D. Antonio e Aldea del Cano), e que não leva a lugar nenhum, porque estava soterrada e não há mais nenhum rio no local. É linda e faz pensar no quanto as coisas podem ser eternas e, ao mesmo tempo, tão passageiras...
Há, também, vários sítios arqueológicos demarcados, com muitas tumbas já desenterradas e outras pontes, talvez 4, algumas ainda com sua função sendo exercida. Há muitos e muitos MILIARIOS nessa etapa.
Fiquei hospedada no Ayuntamiento, na Sala de Actos. Não façam isso. Prossigam até Cáceres, porque, apesar da boa vontade do Alcaide, não há o mínimo de conforto, além do bom banheiro que ele cede aos peregrinos: um único colchonete e éramos 3. Cederam o colchonete para mim, única mulher, mas talvez seja mais confortável dormir en el suelo mesmo.

14ª Etapa - Valdesalor/Caceres - 10 KM

Não consegui dormir. O desconforto era muito grande. A solução foi madrugar, pois era impossível relaxar.
O Caminho é por um campo, ao lado da carretera. Como estava escuro, fiquei com medo, saí na primeira oportunidade e fui pela carretera mesmo. A entrada da cidade é longuissima, daquelas intermináveis, tipo a de Burgos. Há, em Cáceres, dois albergues, um Turístico e outro Municipal. Fiquei no Municipal, porque encontrei primeiro, por 15 Euros, por pessoa, em habitação doble, mas que foi usufruída apenas por mim, pois havia muitas dependências livres. Cama, lençóis, toalha e banheiro privativo. Há uma lanchonete. Imagino que o Turístico seja melhor. Um fica próximo do outro. A Cidade Monumental é maravilhosa!!! Há muito para ver, mas gasta-se menos tempo na visita do que em Mérida. Tudo está muito bem conservado. Havia uma grande movimentação no dia da minha visita e o centro histórico fechou mais cedo, para engalanar-se para receber a FAMÍLIA REAL no dia seguinte. Quando visitei a Catedral, já estava sendo colocada a passadeira vermelha.

No Centro de Informações Turísticas, logo na entrada da Cidade Monumental, do lado esquerdo, eles fornecem uma bom mapa e dão muitas explicações sobre o que é mais importante ver. Na parte baixa há uma Igreja de Santiago. Vou parar por aqui, por hoje, Bom Caminho, Telma

Telma.

R E L A T O S